Este blog foi criado exclusivamente para os pais de um grupo de crianças com quem trabalhei, de forma a acompanharem os trabalhos desenvolvidos com os seus filhos, entretanto este grupo já cresceu e voaram da minha mão , agora exploram um novo mundo lá fora :) . Achei que não devia simplesmente eliminar o blog e aproveitei-o para colocar alguns trabalhos que vou fazendo na minha prática pedagógica. Espero que gostem desta partilha!

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quinta-feira, 16 de abril de 2009

CONVITE!!!






Irá realizar-se uma Feira de Actividades para a Campanha Dar + .
Os Jardins de InfÂncia da Paróquia estarão representados com uma banca de trabalhos realizados pelas crianças.
Este evento irá realizar-se na rua do Stella Maris Peniche, dias 18 e 19 Abril( Sábado e Domingo) das 14, às 19h APAREÇAM!!!!


AJUDE-NOS A AJUDAR!!!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Autismo e Sindrome de Asperger


UMA CONFUSA mistura de eventos, pessoas, lugares, sons e sinais, sem fronteiras claras, ordem ou sentidos para algo, é assim que se apresenta a realidade ao autista. A perturbação é caracterizada por um estado de mutismo e uma incapacidade de desenvolvimento normal nos aspectos da linguagem e do comportamento social.

O autismo afecta a forma de comunicação do indivíduo e a interacção com os outros. A capacidade de estabelecer amizades e de compreender, tanto os sentimentos, como o impacto nas outras pessoas do seu comportamento é limitada.

As pesquisas indicam que na última década se registou um aumento dramático de casos de autismo, apesar da razão desta subida não estar ainda identificada. De acordo com o National Institute of Neurological Disorders and Stroke, dos E.U.A., estima-se que o autismo afecte entre 2 a 10 pessoas em cada 10.000 habitantes, dependendo do critério de diagnóstico utilizado. O autismo afecta quatro vezes mais os rapazes, registando-se casos em todo o mundo, independentemente da raça ou nível social.

A National Autistic Society, da Grã-Bretanha, identifica três grandes áreas problemáticas para o autista:

A interacção social - a dificuldade do autista nas relações sociais, por exemplo, a parecer distante e indiferente aos outros.


A comunicação a nível social - as dificuldades na comunicação verbal e não verbal, por exemplo na compreensão do significado de gestos, expressões faciais ou tons de voz. Muitas vezes o autista não responde às emoções dos outros ou procura nos rostos sinais para um comportamento apropriado.


* A imaginação – a dificuldade na capacidade de imaginar, com um número limitado de actividades imaginativas, possivelmente realizadas de forma continuada e rígida.

* O uso de linguagem estereotipada, repetitiva ou não habitual, a aparente inflexibilidade e apego a rotinas e processos e específicos e os padrões de interesse restritos incluem-se também entre as características utilizadas pelos terapeutas e investigadores na identificação do autismo.

* O andar de trás para a frente durante extensos períodos de tempo, os movimentos estereotípicos como bater palmas ou noutra parte do corpo repetidamente, ou ainda o alinhar obsessivo de objectos, são comportamentos que o autista pode evidenciar.

* Frequentemente não reage bem aos sons, ao tacto e a outros estímulos sensoriais, podendo também ser extremamente sensível a outras situações. Esta sensibilidade pode contribuir para outros sintomas de comportamento como a resistência a ser abraçado.

* Grande parte da vida do autista é passada a tentar descobrir padrões por detrás de tudo. Casos mais complicados podem incluir uma intensa ligação a um objecto particular sem razão aparente assim como o fascínio por padrões regulares e repetitivos.

* A PAR com o autismo, alguns indivíduos apresentam problemas de audição. Para se proceder a uma correcta despistagem, visto que os problemas de audição podem ser confundidos com autismo, as crianças com desenvolvimento tardio devem ser devidamente examinadas. 75% dos casos de autismo apresentam uma deficiência mental associada de graus diversos, segundo os dados do Projecte Autisme la Garriga. Em casos raros, as crianças autistas podem apresentar sinais de grande inteligência em áreas como a Música, a Matemática (multiplicar números velozmente, por exemplo) e o Desenho.

* A indiferença, a falta de interesse pelas pessoas e pelo ambiente, os problemas no sono e na alimentação são sintomas que o bebé autista poderá apresentar. A rejeição ou preferência por certos alimentos, o chorar em demasia ou, pelo contrário, nunca chorar, os medos fora do comum, ou o não responder ou reagir de forma diferente à da que reagem os outros bebés são também sintomas que poderão ajudar no diagnóstico nos primeiros tempos de vida.

* Salienta-se ainda que as manifestações no espectro do autismo podem variar consideravelmente entre as crianças e também a nível individual, ao longo da vida.

O SÍNDROMA de Asperger é uma forma de autismo, na qual os indivíduos apresentam menos problemas com a linguagem. Muitas vezes falam fluentemente embora as palavras possam soar muito formais. Normalmente não têm acompanhamento para as dificuldades de aprendizagem e frequentemente apresentam níveis de QI (quociente de inteligência) médios ou mesmo superiores. Com a motivação e acompanhamento adequados, estas crianças frequentam o ensino regular, podem progredir na escola e, no futuro, singrar no mercado de trabalho.

Devido à sua complexidade e variabilidade de sintomas, o autismo pode ser difícil de diagnosticar. Embora as características sejam evidentes nos primeiros anos de vida, aparecendo nos três primeiros anos, a condição pode não ser detectada durante vários anos, em especial nas pessoas que apresentam sinais mais subtis.

INVESTIGADORES britânicos, em 1998, afirmaram ter isolado o conjunto de genes responsável por esta doença, depois de terem estudado famílias com mais de um filho autista, na Europa e nos E.U.A.. Investigações recentes levam a concluir que o autismo tem uma componente genética obrigatória, afectando somente as crianças cujo património genético inclui determinados genes. Apesar da totalidade dos genes responsáveis pelo autismo ainda não estar determinada, estima-se que sejam entre três a dez, segundo revela o jornal Expresso.

São também determinantes as interacções entre o organismo de uma criança potencialmente autista e o ambiente em que se insere, em especial quando as combinações genéticas que poderão estar na causa no autismo são mais fracas, indica o referido jornal.

Assim, o consumo de álcool e de alguns fármacos durante a gravidez, tal como a ocorrência, neste período, de algumas infecções virais congénitas, como a rubéola, são factores ambientais que poderão contribuir, em conjunto com o património genético, para o aparecimento do autismo nas crianças.

Apesar das incertezas, está provado que uma educação especial pode trazer algumas melhorias. O tratamento primário deve ter lugar em casa, na escola e na comunidade. Na escola, a planificação do trabalho deve não só ter em conta as necessidades que advêm do autismo como outras que lhe estão associadas.

Os objectivos educacionais devem ser comuns aos de todas as crianças, incentivando a independência pessoal e a responsabilidade social. Estas metas implicam progressos nas capacidades sociais e cognitivas, nas competências verbais e não verbais de comunicação e na adaptabilidade da criança. A redução de dificuldades comportamentais e a generalização das capacidades em diversos ambientes devem também constituir objectivos a cumprir.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Reunião " Mind Lab"




Hoje foi dia de reunião na escolinha, mas uma reunião especial, pois ao contrário do que é costume , nesta reunião era obrigatória a presença das crianças.
Foi apresentado aos pais e crianças o programa " Mind Lab" que tem como objectivo o desenvolvimento cognitivo da criança através do jogo. As crianças tiverem a oportunidade de ouvir uma história e de experimentar os jogos do programa " Mind Lab".
Este programa poderá ser desenvolvido no Jardim de infância uma vez por semana ao longo deste ano lectivo, se os pais estiverem interessados .

Para mais informações sobre o programa consultem o site :

http://www.mindlabportugal.pt/

E no caso de algumas dúvidas poderão colocá-las às Educadoras no Jardim de Infância.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

O Primeiro dia de escola




Falo hoje da importância do primeiro dia de escola.
Se o primeiro dia não correr tão bem como seria desejável, há que tentar o segundo e os que vêm a seguir. Não podemos ficar reféns de um momento! As empatias gerem-se,e geram-se!; mas não de modo instantâneo e rápido. E mais vale demorar um pouco mais do que compromoter o sucesso num contra-relógio.
No meu entender, a "dica" mais importante é a que se refere às Regras da Sala. Há situações que devem ser explicitadas logo no primeiro momento, nomeadamente as que se prendem com atitudes que vão sempre ter ao respeito pelo "outro". É uma questão de cidadania e um dos deveres da Escola é, sem dúvida, formar em cada aluno a consciência de Cidadão!

Estamos numa época de valorização da democracia, cidadania e respeito. Cabe à escola levar estes princípios a sério dentro do seu projeto pedagógico. Então, como acabar ou diminuir a indisciplina na escola, objectivando melhorar as condições de aprendizagem das crianças?

Primeiramente, o Educador deve identificar os motivos da indisciplina. Observar as crianças e estabelecer um diálogo pode ajudar muito neste sentido. Muitas vezes, a indisciplina ocorre porque as crianças não entendem os conteúdos ou acham as actividades cansativas ou aborrecidas. Nestes casos, o Educador pode modificar suas actividades na sala, adoptando outras mais estimulantes e interativas. Esta atitude costuma gerar bons resultados.

Em outras situações, a indisciplina ocorre a partir de uma situação de conflito entre crianças e Educador. Neste caso, o Educador deve tentar conversar e ouvir as crianças. Cabe ao Educador desfazer o clima de conflito e solucionar a situação.

Uma outra boa sugestão é criar algumas regras comuns para o funcionamento das actividades. O Educador pode fazer isso com a ajuda das próprias crianças. Dentro destas regras podem constar: aguardar a sua vez antes de falar, fazer silêncio em momentos de explicação, falar num tom de voz adequado, etc.

Com estas e outras atitudes, o Educador vai ganhar o respeito de suas crianças. Este respeito é uma porta aberta para, através do diálogo com eles, encontrar soluções adequadas para melhorar as condições na escola.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

A Educação Pré Escolar!



"A educação pré-escolar é a primeira etapa da educação básica no processo de educação ao longo da vida, sendo complementar da acção educativa da família, com a qual deve estabelecer estreita relação, favorecendo a formação e o desenvolvimento equilibrado da criança, tendo em vista a sua plena inserção na sociedade como ser autónomo, livre e solidário".
Orientações Curriculares para a Educação Pré - Escolar

Para primeiro texto achei importante destacar a importância da Educação pré- escolar na formação da criança.
Este será um espaço de partilha de experiências realizadas no Jardim de Infância, onde todas as famílias estão convidadas a entrar um pouco no mundo dos seus filhotes. Poderão ver, ler, cantar e até mesmo partilhar as vivências da vossa infância. Espero que este seja um espaço onde podemos aprender uns com os outros, Educadores, Crianças e Pais. Vamos a isto, conto connvosco!!!